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Nutricorp na revista DBO de dezembro/2015

21/12/2015 14h46
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Confira abaixo, a matéria da revista DBO, de dezembro/2015, onde é exibido informações sobre a gordura protegida e seus benefícios:

 

 

 

 

 

 

Gordura protegida melhora acabamento


Apesar do custo em torno de R$ 3.000 a tonelada, subproduto da soja está cada vez mais presente nas dietas de grandes confinamentos, aumentando a densidade energética da ração.
Há sete meses, a Agro-Pastoril Paschoal Campanelli, orientada por consultores em nutrição, decidiu aumentar radicalmente a densidade energética da ração fornecida aos cerca de 55.000 bovinos confinados anualmente pelo grupo, em Altair, interior paulista. Para isso, lançou
mão de um ingrediente nobre, de custo bastante alto no Brasil (cerca de R$ 3.000 a tonelada), mas cada vez mais procurado por pecuaristas de gado de corte, sobretudo grandes confinadores: a gordura protegida, um produto sólido, de consistência granulada, à base de óleo de soja (resíduo de refinarias), vendido em sacos de 25 kg ou em embalagens big bags (1.250 kg). “Graças ao uso deste insumo, o nível de extrato etéreo (EE) de nossa dieta de terminação saltou de 2% para 8%”, informa o proprietário Victor Paschoal Cosentino Campanelli, referindo-se
ao teor total de gordura bruta (lipídeos) contida na matéria seca da ração.
Em outras palavras: com a inclusão da gordura protegida, o grupo Campanelli não só acrescentou um ingrediente novo à dieta dos bovinos, mas mudou profundamente o conceito nutricional até então vigente em seu sistema de engorda intensiva. Ou seja, uma ração que antes era formulada basicamente com milho (amido), carregada de carboidratos e pobre de lipídeos, hoje é altamente energética, tendo a gordura protegida como carro-chefe. “Foi como se mudássemos de religião”, brinca Campanelli, para depois explicar o motivo da troca de crença: “Tínhamos a necessidade de elevar a oferta de animais com melhor acabamento de carcaça, um dos quesitos básicos em qualquer programa de qualidade de carne, que oferece bonificações sobre o preço de mercado do boi gordo. E, sem dúvida, a gordura protegida é uma das melhores alternativas para se alcançar os alvos almejados em programas desse tipo”, sentencia.
A Agro-Pastoril Paschoal Campanelli participa do Marfrig Club, programa da Marfrig Global Foods, que tem como objetivo estreitar o relacionamento com pecuarista (atualmente agrega mais de 1.300 fazendas em todo o País). “Temos uma parceria sólida com o Marfrig e tenho certeza que, fazendo um boi de melhor qualidade, consigo melhores negócios”, enfatiza Campanelli. A estratégia de mudança de conceito nutricional já surtiu efeito, garante o proprietário. Segundo ele, antes de optar pelo adensamento da dieta via gordura protegida, 35-40% do total de animais terminados pelo grupo eram classificados com acabamento de carcaça uniforme (deposição de gordura subcutânea acima de 6 até 10 mm de espessura, além de marmoreio gordura entremeada). Atualmente, esse percentual subiu para 60-70%,
compara. Ainda segundo o pecuarista, ao investir na melhoria de acabamento, consegue-se, por tabela, aumentar o rendimento de carcaça,
embora, pondera ele, seja difícil quantificar com precisão esse percentual de ganho no gancho do frigorífico (por questões estratégicas, Campanelli prefere não revelar o rendimento médio obtido atualmente com os animais terminados no cocho) .
O pesquisador Rodrigo Dias Lauritano Pacheco, da Empresa Mato-grossense de Pesquisa Agropecuária, Assistência e Extensão Rural-Empaer/MT, de Várzea Grande, diz acompanhar de perto a evolução de demanda pela gordura protegida nos últimos anos. “Primeiramente, esse ingrediente atraiu mais produtores de leite; agora verificamos um maior interesse por parte dos grandes confinadores”, atesta o pesquisador da Empaer/MT, que tem recebido com maior frequência amostras do produto de fabricantes dispostos a aprimorar a tecnologia. Segundo ele, o Brasil segue os passos dos produtores norte-americanos, que utilizam há décadas a gordura na dieta dos bovinos. Porém, nos EUA, prevalece o uso de gorduras líquidas, de origem animal (como o sebo) e restos de óleos de frituras de restaurantes, a chamada “gordura amarela”. No Brasil, o uso de gorduras de origem animal é proibido (medida preventiva contra a doença da vaca louca).
O tipo de gordura com maior procura atualmente pelos confinadores é o que contém óleo de refinarias de soja, segundo informa Hélio Zylberlicht, dono da empresa Nutricorp, com fábrica em Araras, SP, e uma das líderes na venda do ingrediente. “Compramos o resíduo (gordura) em forma líquida e o transformamos em pó”, explica ele. Segundo o empresário, para atender à demanda crescente pela tecnologia, a companhia pretende inaugurar, em fevereiro próximo, uma segunda fábrica de produção de gordura protegida e de outros ingredientes (como gordura de óleo de palma, essa voltada para o segmento leiteiro), localizada em Araçatuba, SP. “Em volume, o nosso
crescimento anual de venda de gordura protegida gira na casa de 30%”, afirma Zylberlicht, sem, porém, revelar os números da empresa.
O elevado preço do produto (cerca de R$ 3/kg), entretanto, continua sendo um fator limitante para um avanço mais vigoroso no uso do insumo em sistemas de engorda intensiva ou semi-intensiva. Como a soja é dolarizada, o seu valor atualmente encontra-se, inclusive, acima dos patamares históricos, devido à disparada cambial registrada no último ano.
Segundo o pesquisador da Empaer/MT, justamente por se tratar de um ingrediente de custo elevado, o seu uso abrange uma categoria específica de produtores, já bastante familiarizada com o emprego de tecnologias de ponta. “Normalmente, quem decide incluir a gordura protegida na dieta está com os números do confinamento bem ajustados e consegue mensurar claramente o retorno do investimento”, esclarece Pacheco.
Campanelli compartilha da mesma opinião. “É uma fonte energética de valor altíssimo, que exige um controle rigoroso no custo da dieta. No entanto, temos como estratégia trabalhar com o indicador de custo de ganho, ou seja, não importa quanto custa o ingrediente, mas sim o quanto ele traz de benefício zootécnico”.

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