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Energia para Vacas Leiteiras

18/02/2014 17h42

Para tal, estes nutrientes devem estar em uma proporção ótima. Existe um conceito de que nenhum nutriente é mais importante do que outro, e o que determinará o resultado total é o nutriente mais limitante, seja ele exigido em quilogramas, gramas, miligramas ou microgramas.

Devido à energia ser o nutriente mais exigido em quantidade em relação aos outros, normalmente a energia se torna o principal nutriente limitante ao desempenho de vacas leiteiras, afetando tanto produção, reprodução e a imunidade animal.

Tabela 1: Exemplo das diferenças entre necessidades diárias de diferentes nutrientes para uma vaca produzindo 35 kg de leite.

 

A PRIORIDADE DE VACAS ESPECIALIZADAS É A PRODUÇÃO DE LEITE

Em vacas especializadas existe uma hierarquia dos tecidos que direcionam os recursos (nutrientes) para a glândula mamária em detrimento de outros tecidos. Tais mudanças na partição de nutrientes após a absorção têm como objetivo apoiar um estado fisiológico dominante, que é a Produção de leite. (Lance Baumgard, Novos Enfoques 2012).

Tabela 2: Exemplo de duas vacas, uma especializada e outra não, na mesma fase de lactação demonstrando que na vaca especializada a prioridade é a glândula mamária, já na outra vaca ocorreu uma partição dos nutrientes, principalmente energia, demonstrada pela perda ou ganho de peso vivo nos primeiros 67 dias após o parto.

“Pré-parto e boa nutrição da vaca no pós-parto imediato para atingir altos níveis de ingestão durante todo o período de transição deve ser sempre a primeira área de foco.” (R. Butler. 2005. Western Canadian Dairy Seminar Proc. 17:35-46).

Ordem de prioridades do uso da energia para vacas especializadas na produção leiteira:

1. Metabolismo basal;

2. Crescimento;

3. Formação reserva energética basal;

4. Gestação;

5. Lactação;

6. Formação de reservas energéticas adicional;

7. Reprodução (manutenção de atividade ovariana cíclica);

8. Formação de reservas energéticas de excesso.

 

Aumentar a ingestão de energia para vacas leiteiras é fundamental para o sucesso de um rebanho leiteiro no início da lactação

Segundo o pesquisador José Eduardo Portela Santos em um excelente artigo sobre problemas da energia em vacas no início da lactação: “Vacas em início da lactação obtêm 50 a 60% dos ácidos graxos excretados no leite a partir de reservas mobilizadas do tecido adiposo. Na última semana de gestação e nas duas primeiras semanas de lactação o tecido adiposo é responsável por 90 a 95% da energia mobilizada, o que representa 2 a 3 kg de peso vivo diário”.

Dessa forma, é necessário neste momento estratégico no manejo do rebanho um aumento rápido no consumo de energia. Em um primeiro momento, deve-se prestar atenção especial a adaptação do rúmen a uma dieta com maior participação de grãos e com foco total no aumento total de ingestão. Depois de duas a três semanas a dieta deve ser formulada para a máxima resposta do animal adequada ao seu potencial genético, para que a nutrição e o manejo não sejam limitantes ao seu desempenho.

 

Estratégias de suplementação e de manejo para aumentar a densidade energética de vacas no início da lactação por ordem de prioridades:

     Forragens de alta qualidade;

     Foco no manejo, para que os animais possam aumentar rapidamente o consumo. Dentro deste tópico é importante citar: manejo de sobras, espaço de cochos, qualidade de água, bons locais para as vacas deitarem, comida fresca, empurrada ou oferecida várias vezes ao dia, sombra adequada, boa qualidade do ar, minimizar deslocamentos excessivos dos animais e outras práticas tão recomendadas neste momento;

     Densidade nutricional adequada, com suplementação concentrada para alcançar teor seguro de fibra e saúde do rúmen para máxima resposta animal;

     Lançar mão de uma fonte de gordura protegida de palma que permite dar mais energia com baixo incremento calórico, minimizando risco de acidose ruminal e aliviando os efeitos do estresse térmico no rebanho.

Pontos no manejo e na dieta que nos direcionam a fazer o investimento na utilização de gordura protegida de palma

1-     Vacas em início de lactação a pasto e no verão, em que se obtêm as melhores respostas em produção de leite;

2-     Dietas com mais de 26% de amido e que ainda precisa-se colocar mais energia para atender o requerimento dos animais;

3-     Lotes de vacas em estado de condição corporal menor do que 3.0 na média;

4-     Vacas em suplementação concentrada convencional (em dois momentos do dia separado da forragem) que consomem mais do que 8 kg de concentrado;

5-     Rebanhos que precisam caminhar muito para pastejar ou pastejo em áreas de topografia acidentada;

6-     Em vacas em dieta total para lotes balanceados para mais do que 35kg de leite;

7-     Em todo rebanho com problemas reprodutivos onde anestro e/ou balanço energético negativo prolongado sejam os principais problemas, visivelmente identificado pela condição corporal dos animas;

8-     Vacas leiteiras especializadas em períodos de estresse térmico. THI (índice de temperatura e umidade) maior ou igual a 68, facilmente identificado pelos movimentos respiratórios dos animais em um minuto. Nos períodos mais quentes do dia devem sempre ser menores do que 70 movimentos respiratórios por minuto.

Em um próximo artigo abordaremos porque a gordura protegida de palma é a mais utilizada no mundo, assim como comentaremos sobre resultados experimentais em nossas condições sobre gordura de protegida de palma versus gordura protegida de soja.

 

Renato Palma Nogueira

Zootecnista – Proprietário da Zootriângulo Consultoria em Manejo e Nutrição.

Consultor Técnico da Nutricorp.

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